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Archive for Julho, 2009

A Fava da SIC Notícias


Bettencourt Resendes é o resultado do cruzamento entre uma
leguminosa e um berbequim. Quando a emissão da SIC Notícias for em alta
definição poder-se-á ler, tatuada no seu pescoço, a inscrição “made in
Chernobyl”. É uma espécie de fava de abastadas dimensões (ou um saco de favas –
e não me refiro apenas ao exterior) que produz abastadamente o ruído de um
berbequim. Se alguém disser que “saiu a fava aos espectadores da SIC Notícias”,
ou aos leitores do DN, poderá estar a referir-se a B. Resendes. Parece um
daqueles vizinhos (e há pelo menos um em todos prédios) obcecados por bricolage
que passam os fins-de-semana a furar paredes. Quando queremos ouvir alguém em
casa, lá está o barulho, sempre o mesmo, irritante mesmo que mal se ouça. Quando
queremos ouvir alguém na SIC Notícias lá está o Bettencourt Resendes, sempre
com o mesmo discurso, irritante mesmo quando ninguém lhe está a ligar.

É um analista político, dizem. Pois sim. Um analista
político que em vez de análises emite (nem posso dizer que produz) as opiniões
mais insossas do mercado da esquerda moderada. O que seria indiferente se não
tivesse tanto tempo de antena ou, mesmo que o tivesse, que não interferisse em
opiniões diferentes da “sua” (porque afinal até é isso que a esquerda moderada apregoa
– que cada um tenha direito à sua opinião e o povo que decida). Mas não é
assim. Bettencourt Resendes insurge-se e interrompe (não se usa o verbo “esbracejar”
para leguminosas) cada vez que alguém no estúdio emite uma opinião distinta. Ou
não tem confiança suficiente no que diz para suportar em silêncio a mais fraca
das frases mal construídas de Luís Delgado, ou tem medo que o ponham num
guisado se estiver muito tempo imóvel na cadeira.

Não percebo porque é que arranjam sempre alguém para “controlar”
as palavras de Luís Delgado. Antigamente era o escuteiro-de-esquerda António
José Teixeira, e agora mais do mesmo mas sem carisma. Compreendia se o argumento
fosse o equilíbrio: um analista com uma perspectiva mais à esquerda para
equilibrar outro com uma mais à direita. Mas não é. Neste caso o analista mais
à esquerda serve sobretudo para cortar a palavra, para ser um “provedor” do
outro, para o avaliar e garantir que não pisa o risco, para fazer opinião à
opinião… B. Resendes é o “provedor do leitor” do Diário de Notícias e pelos
vistos o “provedor da esquerda” da SIC Notícias. Só não lhe devem chamar o que
é para não tornar visível a sua inutilidade como analista. Inútil precaução.


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A Proposta de Jardim

Propôs, o PSD Madeira, uma revisão constitucional intolerante para com comportamentos e ideologias totalitárias tanto de Esquerda como de Direita.

Não concordo porque uma ideologia é uma forma de pensamento e por isso proibi-la é uma restrição da liberdade de pensamento. O argumento vulgar destes ou daqueles pensamentos potenciarem comportamentos violentos é interessante no âmbito da literatura (“1984”, “Admirável Mundo Novo”, etc) mas na prática é só uma forma encapotada de censura. Pode-se censurar livros com o mesmo argumento, criar um “Index” de livros, blogs, jornais proibidos. Quem pode dizer que um dado pensamento vai degenerar em violência? Estamos num mundo em que se mata por textos sagrados, clubes de futebol, partidos políticos. O racismo e a luta de classes são apenas mais duas desculpas para quem quer matar. Pessoas violentas acharão sempre, em qualquer lado, bons argumentos para a violência.

Mas concordo, e muito, como já aqui escrevi, com o debate sobre o desequilíbrio inquinado da nossa Constituição. Porque é que no artigo 46º, alínea 4, não são consentidas “organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista”? E, não o sendo, porque não aplicar a mesma lógica a organizações comunistas ou que perfilhem a ideologia marxista-leninista, maoista ou trotskista? Serão menos totalitários, menos perigosos, os comunistas, com a história de terror e miséria que possuem, do que os fascistas?

O argumento a favor do PCP, que espantosamente não é usado apenas pelo próprio partido, é o seguinte : eles, os comunistas, lutaram ao nosso lado pela liberdade e pela democracia. Deve ser por isso que o PREC foi tão livre e democrático. Nem com a teoria, que o PCP mantém nos seus estatutos e que é o marxismo-leninismo, nem com a prática, felizmente curta (ainda que longamente destrutiva) que foi o PREC, consegue dissipar o nevoeiro artificial com que se esconde a natureza anti-democrática e perigosa deste partido. Mas será que ninguém se lembra, ou sabe o que é, o Processo Revolucionário Em Curso? Será que desapareceu da História só porque se tem feito uma espécie de pacto de silêncio sobre o assunto?

“O combate do PCP nunca foi um combate pela liberdade.” – Lobo Xavier. Pois não. O PCP queria apenas substituir uma ditadura por outra. Se queria alguma liberdade, era apenas a liberdade do partido conseguir o poder e instaurar uma ditadura de contornos soviéticos. Isto não é uma opinião, são factos que qualquer português pode encontrar se quiser. No entanto, talvez por muitos se sentirem em dívida, ou estarem mesmo em dívida, para com o PCP, o discurso geral e politicamente correcto decidiu substituir o que aconteceu em 74 e 75 por uma versão cor-de-rosa do 25 de Abril em que parece que estavam todos de acordo, todos iguais, todos anti-fascistas a lutar pela liberdade e pela democracia, que parece ter sido conseguida logo a seguir. Se se fala do PREC, ai senhor, lá estamos nós com o tique fascista de querer à força dar má propaganda aos comunistas… Do PREC, todos sabemos, só se fala para se dizer que foi uma transição natural para a democracia. Acontece sempre a seguir às revoluções. Foi sempre assim em todos os países que transitaram para a democracia. Hão-de haver sempre organizações armadas, bombas, tomadas abruptas de poder, caos nas universidades, destruição de classes, expropriações, reforma agrária…

“Em Portugal pode ser-se anti-fascista, mas não se pode ser anti-comunista.” – Pacheco Pereira.

Não se pode. Não somos presos, pelo menos enquanto o PCP for minoritário, mas fazemos má figura. Até os nossos amigos mais esclarecidos e racionais podem ficar confusos com tão aberrante posição. Eles sabem, pelo que ouviram nos últimos 35 anos, que até devemos agradecer ao PCP por não ter sido mais violento! É aquela sensação de ser assaltado num sítio deserto e escapar com vida: o assaltante, armado, tinha de ser um gajo porreiro. Podia-nos ter morto, mas não o fez. Assaltante? Grande homem, isso sim. Para quê poupar nos elogios quando são justos? Um Mahatma. Um Santo. Pronto, assaltou, mas a realidade é mesmo assim e há que aceitá-la. O que é que ele podia fazer senão assaltar?

O que é que o PCP podia fazer senão o PREC? O grande argumento de António Costa: “Os PRECs são como são. E as coisas são como são. E portanto têm a carga que têm.” [sic]. O António Costa diz o que diz e não diz o que não diz, ou por as coisas serem como são ou porque dizer outra coisa não serviria bem o PS, que se calhar também tem a carga que tem. Não dizer nada é tão fácil como comer uma chamuça.

A relação de Portugal com os comunistas é patológica, é um caso mórbido, e um pouco estúpido, de Síndrome de Estocolmo. Não é novo – já sofria disso antes, no tempo de Salazar, e antes disso, no dos reis. Mesmo quando Portugal caiu às mãos de Junot ou dos Filipes devia sofrer deste problema mental. Temos tanto medo dos nossos captores que ficamos a gostar deles, fazemos pactos com eles, ficamos sempre amigos. Espanha ficou com Olivença apesar de, em 1817, reconhecer a soberania portuguesa naquele território? Não importa – são “nuestros hermanos”. Fazemos negócios com eles. Os franceses mantêm orgulhosamente nomes de cidades portuguesas conquistadas por eles no Arco do Triunfo? Não faz mal. Com a quantidade de emigrantes que para lá mandamos França já é um bocadinho nossa. Somos senhores da maioria das esfregonas e baldes franceses. Limpamos o Louvre, a Bastilha, a Torre Eiffell – tratamo-los por tu e por toi, são família. Importamos para as nossas praias, para as nossas festas e para sagrado santuário de Fátima o sotaque francês. O que seria desta amizade se nos chateássemos por coisas tão pequenas como as invasões?

Os ingleses apontaram canhões a Lisboa para os deixarmos dividir África como queriam? Foi uma honra. Canhões do maior império do mundo apontados a nós, portugueses – uma honra imperial. De tal modo ficámos satisfeitos que concordámos logo com os nossos mais antigos aliados, limpámos os pés ao Mapa Cor-de-Rosa e alguns anos depois até alinhámos com eles na Primeira Guerra. Alguns enjoadinhos mais susceptíveis criaram um hino injurioso para os ingleses, mas soubémos bem o que fazer com ele: ajustámos as palavras e, para que eles vissem que estávamos a sério, transformámo-lo no Hino Nacional que hoje cantamos. É como se os cartoonistas dinamarqueses que retrataram Alá não só o substituíssem pela mãe deles como andassem depois com os cartoons espetados nas costas com alfinetes a vida toda. Se fossem portugueses, era o que fariam.

A descolonização. Está bem, começaram a matar-nos, a roubar-nos as terras, a destruir o que tínhamos construído. Salazar, um bocadinho chato, fartou-se de alimentar uma guerra para manter as colónias. O que vale é que acabou bem, com o regresso de meio milhão de portugueses e as colónias entregues aos locais como se a guerra não tivesse existido. Hoje somos todos irmãos. Temos uma identidade comum, uma língua. Somos lusófonos. Os brasileiros pontapeiam a língua, têm outras influências? Não faz mal – fazemos acordos ortográficos para passar a escrever como eles. Qualquer dia mudamos também a gramática, adoptamos o Houaiss como dicionário oficial da Língua Portuguesa e passamos a falar com sotaque – porque somos irmãos e nos dá prazer agradar. Que se lixe Camões. Está morto. Os nossos irmãos estão vivos. A língua está viva. Oxente, façamos dela um imenso Carnaval em nome da irmandade lusófona.

Salazar… Ah, o maior português de sempre. Foi uma ditadura de mais de 4 décadas, não podíamos falar à vontade – mas podíamos acenar com lenços brancos quando ele passava. E, tirando o Estado, não havia crime. Podia-se passear no Rossio a qualquer hora desde que não se levasse nada muito diferente da cartilha maternal ou da Bíblia debaixo do braço. E Portugal não entrou na Segunda Guerra, como atesta o Cristo-Rei. E como o Cristo-Rei muitas coisas foram construídas. Quem mais poderia ocupar o lugar de maior português de sempre nas memórias dos portugueses?

Sei o que estão a pensar: que a quarta alínea do artigo 46º da Constitução (ironicamente intitulado “Liberdade de Associação”), que basicamente proíbe o fascismo, é incoerente com a psicologia portuguesa. Mas não é, porque nunca houve experiência fascista em Portugal. Graças a Salazar, por ironia, nunca um movimento fascista conseguiu ter expressão. Em qualquer enciclopédia se pode ler que o fascismo foi um fenómeno localizado na Itália de Mussolini. Salazar não era fascista nem nazi. Tinha a sua própria concepção de extrema-direita, “salazarismo” se se tiver de dar um nome. Ora a Constituição não proibe o salazarismo nem nada que se pareça. Nós gostamos do salazarismo, do comunismo, de Napoleão, do ultimato britânico de 1890, dos Filipes e todos os que nos tenham prejudicado, nem que tenha sido só um bocadinho. Se se proibe o fascismo é porque também gostamos muito do PCP.

Somos melhores do que Cristo. Cristo apenas perdoava e dava a outra face: nós não só damos naturalmente a outra face como ainda oferecemos terras, limpamos o chão e fazemos a cama. Tudo em nome do privilégio de poder chamar amigo ao inimigo. É por isso que nunca ganharíamos Aljubarrota sem a ajuda dos ingleses. A História está mal contada. A Padeira, se brandiu a pá, foi para oferecer bolinhos aos espanhóis, e por ordem directa de D. Nuno Álvares Pereira. Foi isso que o tornou santo, essa confusão entre alta virtude e problema mental. Os portugueses só começaram a matar em massa no século XX, com a invenção do automóvel. E nunca de propósito, apenas por estupidez.
 

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A Porra dos Dias

 

Portugal merece um prémio pelo mau gosto e outro pela incoerência dos nomes oficiais para os dias da semana.

O que são os dias portugueses da semana? Um sábado, um domingo e cinco feiras. O sábado e o domingo têm origem religiosa : o sábado vem do “sabat” judeu, que é o seu dia de fé e de mercado (não sei se alguma vez na História estas duas coisas juntas na mesma frase deixaram de ser um pleonasmo para os judeus), e o domingo vem de “dominicus”, dia do Senhor, por conveniências católicas que interessam ainda menos.

Nem o “sabat” nem o “dominicus” (pregado a cuspo pelo primeiro Concílio de Niceia) são grande coisa. Os nomes antigos eram muito melhores. Antes desta parvoíce a Igreja, um pouco mais poética (que é o mesmo que dizer “um pouco mais pagã”) atribuía os nomes segundo o Génesis, a filosofia de Aristóteles e o modelo de Ptolomeu derivado dos egípcios. O universo tinha sido criado por Deus como um russo cria uma matrioska, encaixando esferas perfeitas dentro de esferas perfeitas, 7 como os dias da criação: no centro estava a Terra e à sua volta 7 esferas onde se movimentavam o Sol, a Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vénus e Saturno. E nesse limitado, mas conveniente, conhecimento mapeavam os dias da semana:

1.       O primeiro dia é o do Sol, sun day;

2.       O segundo dia é o da Lua, moon day;

3.       O terceiro dia é o de Marte; e por aí fora.

A ordem dos dias não é a directamente a das esferas; tira-se de um heptagrama antigo onde estão representados, em cada ponta da estrela, cada um dos astros/esferas (numa ordem circular) e são os “braços” da estrela que apontam o próximo dia, numa sucessão infinita. É simples e bonito.

Os planetas têm nomes de deuses pagãos, deuses romanos, correspondentes aos gregos Ares, Hermes, Zeus, Afrodite e Cronos (embora tecnicamente, e digo isto só para chatear, apenas se deva chamar deuses a descendentes de Zeus, sendo Cronos e Afrodite titãs). E assim tínhamos (nós, romanos, e também os saxões, com os seus próprios deuses), para além do Sol e da Lua, carregados de simbolismo, a forte e poética mitologia pagã nos dias da semana assente na astrologia dos construtores de pirâmides.

E o que fizemos com isso? Em geral e em resumo, merda. Adoptou-se como norma internacional que o primeiro dia da semana não é o do Sol, e sim o da Lua, cuspindo nos antigos, quando a norma que se devia ter adoptado era a de uma nomenclatura decente. Nunca se fez isso, deixando-se cada país entregue aos seus próprios devaneios – coisa que nunca resulta bem em Portugal. Enquanto muitos mantiveram mais ou menos os nomes antigos, fossem de influência latina ou saxónica, os lusitanos decidiram adoptar os nomes religiosos do tempo de Constantino: “secunda feria”, “tertia feria”, “quarta feria”, etc., significando “feria” comemoração religiosa. Apenas alteraram a “prima feria” para domingo (uma decisão do próprio Constantino) e a “septima feria” para sábado, ficando os restantes reduzidos a “ferias” que algures no tempo se transformaram em “feiras” sem conotação religiosa.

Ou seja, em Portugal os dias em que se trabalha são todos dias de feira. Parece que a única coisa que se faz no país são feiras, como se fôssemos ciganos. “Feira”, segundo o dicionário Priberam, significa “grande mercado que se efectua em épocas determinadas” e também “balbúrdia, gritaria, desordem”. A imagem de Portugal é a de um gigantesco e desordenado mercado anexo a Espanha cheio de gritos e balbúrdia – intercalado por dois dias de abençoada letargia a cada lua.

Há que dizê-lo: estes nomes são merdosos. Mentecaptos, nojentóides, aciganados. Anti-patriotas. Seria mais criativo, e mais português, chamar “dia do lamento” à segunda-feira, “dia da chatice” à terça-feira (não devia ser “terceira-feira”, para ficar ainda mais correcto e mais feio?), “dia do meio” à quarta, “dia do quase”, “dia do quase quase”… Porque a maioria dos portugueses passa a semana de trabalho, não em feiras, mas em queixumes, no princípio porque o fim-de-semana foi curto e passou depressa, e no fim porque o fim-de-semana está quase mas nunca mais chega. A vida dos portugueses é uma constante chatice em torno do Sábado. Sábado é o verdadeiro e único dia de paz para os portugueses, que são nesse aspecto uma espécie de judeus transviados de superstição católica e ódio pelo trabalho. Judeus africanizados. Domingo já não é um dia de descanso porque é a antecâmara de segunda-feira: o português passa o domingo a lamentar que segunda-feira está cada vez mais perto, para depois passar segunda-feira a lamentar que o domingo já passou.

Voltando um pouco atrás, ao século IV (para os portugueses o século IV é quase a actualidade), veja-se a coerência das “feiras”. Inicialmente só se chamava aos dias “prima feria”, “secunda feria”… por causa da Páscoa: sete feriados, uma semana de celebração. Fazia sentido dentro da lógica católica. Mas, por compreensível interesse da Igreja em abafar influências pagãs, a coisa foi generalizada e acabou por se chamar o mesmo a todos os dias – à excepção do domingo, para agradar mais aos cristãos, e do sábado, para agradar um bocadinho aos judeus.

Cinco dias por semana são dias de festa religiosa, todas as semanas. É uma alegria, ou podia ser. É uma ideia capaz de agradar particularmente a certas ex-colónias e ao seu gosto despreocupado pela folia, mas para os portugueses, que querem parecer outra coisa, não há paradoxo mais ofensivo do que designar os dias de trabalho por dias de festa. Talvez por isso lhes tenham começado a chamar feiras, porque no fim é essa a maneira de manter as aparências: uma feira faz lembrar trabalho, se o dia é de feira é porque se trabalhou – mesmo que só se tenha lamentado o dia todo o facto de não ser fim-de-semana. É como “picar o ponto” e ir comer um croissant. É como estar uma reunião toda a fazer Sudoku e assinar a acta no fim. Se está assinada, é porque se esteve lá. E se lá se esteve, esteve-se a trabalhar. Mesmo que assim não fosse, não iam chamar “feiras” aos dias por razão nenhuma.

Estabelecida a norma ISO 8601 os nomes ficaram ainda mais estúpidos: agora ao dia 1 chamamos “segunda-feira”, ao dia 2 “terça”, “quarta” ao dia 3… É de uma infelicidade atroz ter-se introduzido uma contagem nos próprios nomes. De feios e absurdos passaram a dementes.

Se um estrangeiro, animado de curiosidade por esta cultura, me perguntar o que chamamos aos dias de semana o que é que lhe respondo? “Well, there is sábado, the jewish sabbath, then domingo, the christian dominicus, and then the second market, the third market, the fourth market, the fifth market and the sixth market”… Porcaria de país.

 

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